segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Rodada do Brasileirão por Nyelder Rodrigues

Brasileirão – 14ª rodada


















Por Nyelder Rodrigues

Sábado – 14 de agosto



Palmeiras (10º) 2x0 (17º) Atlético/PR: e Felipão finalmente venceu. Sob um frio de 11ºC, o Palmeiras venceu a primeira com Luís Felipe Scolari no comando, exatamente na partida em que prometeu realizar mudanças na equipe. O alvi-verde usou o 3-5-2 pela primeira vez desde que o treinador reestreiou.

Com o lateral Vitor, o volante Pierre e o atacante Ewerthon barrados por Felipão, Tinga, Luan e Fabrício foram as novidades da equipe titular. Inicialmente, o time foi superior à equipe paranaense, saindo à frente no placar logo aos três minutos, quando Tinga pela ponta direita cruzou para o zagueiro Danilo abrir o placar de cabeça. Daí em diante, o treinador do Atlético, Paulo César Carpegiani, fez ajustes, equilibrando a partida.

No segundo tempo, também aos três minutos, o palmeirense Tadeu foi expulso após receber o segundo cartão amarelo. Com isso, Carpegiani fez mudanças táticas, deixando o time visitante mais ofensivo e perigoso, porém, mais vunerável aos contra-ataques paulistas. Aos 31, Tinga certou outro passe, agora para Ewerthon, que havia entrado no lugar de Luan no ataque. Ewerthon, impedido, recebeu a bola e, na grande área, chutou forte de pé direito. Pouco antes, aos 23, Felipão foi expulso por excesso de reclamação. O treinador se negava a sair de campo, mas acabou convencido pelo quarto-árbitro.



Atlético/MG (18º) 3x1 (12º) Guarani: outro que estava na seca matou a sede nessa rodada. Diego Tardelli balançou a rede duas vezes contra o Guarani. Em ambas o atacante estava impedido.

O primeiro tempo foi competitivo. Enquanto o Atlético buscava o ataque principalmete com jogadas de Diego Souza e Neto Berola, o Guarani, pressionado, adiantou sua marcação, atrapalhando a saída de bola dos mineiros. Assim, o jogo ficou equilibrado, também graças as ações ofensivas de Mazola e Ricardo Xavier.

Já no segundo tempo, os atleticanos voltaram melhor. Aos 20 minutos, após receber passe de Rafael Cruz, Diego Tardelli abriu o placar. Cinco minutos depois, Ricardinho, em cobrança de falta, lançou rápido a bola na área, pegando a defesa paulista de surpresa e encontrando Tardelli, que marcou seu segundo gol na partida.

Irritados com os dois gols impedidos de Tardelli, os jogadores bugrinos foram reclamar com a arbitragem, resultando na expulsão do zagueiro Fabão. Frágil pela desvantagem numérica, o Guarani levou seu terceiro gol aos 32, quando Obina (que entrou no lugar de Neto Berola) ampliou de cabeça. Mesmo assim, aos 48, Mazola fez o de honra dos paulistas.



Flamengo (8º) 1x0 (6º) Ceará: na estréia de Leandro Amaral e Renato Abreu, o time se mostrou apático, com muitos erros de passe no meio-campo. Já o Ceará mais uma vez esbarrou em sua incapacidade de finalizar.

Tanto o primeiro como o segundo tempo foram parecidos, com seguidos erros rubro-negros e o Ceará melhor. O Vovô se aproveitou da ausência de Juan, cortado por problemas intestinais. Em seu lugar na lateral-esquerda, jogou Michael, que fez uma má partida e foi vaiado pelo torcida. Por ali, o lateral-direito do Ceará, Oziel, apoiava muito, fazendo com que as principais jogadas cearenses fossem criadas por aquele setor.

O mau desempenho ofensivo dos cariocas contribuía muito para o domínio do Ceará, que sempre era parado pelas defesas de Marcelo Lomba. Porém, o lado direito era o único escape ofensivo flamenguista. Léo Moura e Willians criaram algumas jogadas por ali, até que aos 42 do primeiro tempo Willians chocou-se com o zagueiro Anderson. O árbitro marcou pênalti, que foi convertido por Petkovic.



Atlético/GO (20º) 0x2 (4º) Botafogo: a chegada de Maicosuel e Jobson vem fazendo efeito. Após já ter ficado oito partidas sem vitórias e próximo ao Z-4, o Botafogo venceu sua terceira seguida e agora está no G-4, na quarta posição.

Equilibrado e sem muitos riscos. Essa foi a tônica do primeiro tempo. Os destaques atleticanos e botafoguenses desta etapa foram, respectivamente, Carlinhos Bala e Jobson, pois levaram mais perigo ao gol adversário.

Porém, o segundo tempo foi do Botafogo. A equipe começou pressionando e logo aos seis minutos Herrera ajeitou um cruzamento da direita para Somália fazer o primeiro. Os goianos tentaram reagir, mas tropeçavam na própria qualidade técnica (ou falta dela). Os botafoguenses continuavam atacando, até que aos 37 minutos, Jobson recebeu passe de Maicosuel, driblou o goleiro e finalizou.


Domingo – 15 de agosto



Avaí (3º) 3x2 (2º) Corinthians: o Avaí venceu, e chegou à terceira colocação. Já o Corinthians perdeu, e agora vê o líder Fluminense mais longe... A quatro pontos do Flu, resta o consolo de que o time continua na vice-liderança.

Os paulistas entraram em campo desligados, ao contrário dos catarinenses. Com bom toque de bola, já aos dez minutos o Avaí abriu o placar em contra-ataque de Caio, que tocou para Davi finalizar. Mesmo em vantagem e com o evidente problema defensivo corintiano, o Avaí recuou, dando espaço para o Corinthians jogar e dominar a partida. Foram várias chances até que, aos 40, Iarley errou um domínio dentro da área. Por sorte, a bola sobrou para Bruno César chutar e empatar a partida.

Mas a pressão corintiana foi abortada logo no primeiro minuto do segundo tempo. O Avaí voltou à frente no placar com um gol contra de Chicão. O gol despertou a equipe que rapidamente, aos oito minutos, ampliou o placar após cobrança de escanteio. A pressão dos catarinenses continuou até a metade do segundo tempo. A partir daí, o Corinthians começou a correr atrás do prejuízo. Aos 30, novamente Bruno César diminui para os paulistas. Dois minutos depois, Jucilei cabeceou para as redes, mas impedido o lance foi anulado. O jogo seguiu assim até seu fim.

São Paulo (13º) 2x2 (5º) Cruzeiro: com Carlinhos Paraíba herdando a posição de Hernanes e Montillo, ex-Universidad de Chile, estreando no Cruzeiro, o jogaço no Morumbi terminou empatado, graças a um gol no fim da partida, de Ricardo Oliveira.

Sérgio Baresi veio a campo com um 4-4-2, formação sempre contestada no tricolor. Mas foi assim que o time conseguiu manter um jogo franco contra o Cruzeiro, do meia Montillo, principal jogador cruzeirense na partida, criando as principais chances do time. A equipe paulista insistiu e conseguiu uma falta pela esquerda. Na cobrança, o jovem Casemiro surpreendeu e cabeceou para a meta, fazendo o primeiro gol do jogo.

Na volta do intervalo, o treinador cruzeirense Cuca fez mudanças, colocando Caçapa no jogo e mudando a formação para um 3-5-2. As mudanças surtiram efeito e o time mineiro pressionou mais, resultando no empate aos 22 minutos, após Thiago Ribeiro pegar o próprio rebote e cruzar para Wellington Paulista cabecear. Aos 38, o Cruzeiro conseguiu a virada, em mais uma jogada de Montillo, que lançou a bola para Thiago Ribeiro virar o placar.

Quando tudo parecia resolvido, o tricolor conseguiu o empate após Fernandinho cruzar para Ricardo Oliveira empatar.

Fluminense (1º) 3x0 (7º) Inter: e o Flu continua líder, agora vendo os adversários mais longe ainda. Contra os reservas do Inter, que se poupou para a final da Libertadores, quarta-feira, o Fluminense atingiu quatro pontos de diferença em relação ao vice-líder, o Corinthians.

E foi bombardeando o Inter que o tricolor carioca começou a construir a vitória. A equipe dominou todo primeiro tempo, construindo várias jogadas e chances. Porém, com reservas como Rafael Sóbis, Tinga e Fabiano Eller, o colorado resistia. Porém, aos 19 minutos, o bombardeio deu certo: Mariano avançou com liberdade pela direita, cortou para o meio e bateu de esquerda. A bola desviou em Eller e entrou.

A pressão continuou e logo o time ampliou, aos 22, após cobrança de escanteio de Conca, que Washington testou para o fundo da rede. Ainda controlando o jogo, o Flu recuou e passou a jogar nos contra-ataques. Na segunda etapa, o time tirou de vez o pé do acelerador, mas ainda assim ampliou o placar com Emerson, um dos melhores jogadores da partida ao lado de Conca e Mariano.


Prudente (16º) 1x2 (9º) Vasco: PC Gusmão é o cara. Invicto no Vasco e no campeonato (pré-Copa, ele treinou o Ceará, que não obtêm bons resultados desde sua saída), conseguiu hoje a primeira vitória vascaína fora de casa.

Logo de cara o Vasco tomou as rédeas do jogo, atacando a equipe da casa. Aos nove minutos, Fágner cruzou e Eder Luís, se antecipando aos zagueiros do Prudente, abriu o marcador. Os cariocas ainda tinham maior domínio ofensivo, mas deixavam espaços para os paulistas contra-atacarem.

Ainda buscando ampliar, os cruz-maltinos mantiveram no segundo tempo o mesmo ritmo do primeiro, amparados pela boa atuação do trio ofensivo Felipe, Éder Luis e Zé Roberto. Mesmo melhor, o Vasco sofreu o gol de empate aos 13 minutos. João Vitor, da intermediária, acertou um chutaço. A bola bateu na trave antes de entrar.

Mas o gol adversário não abateu o Vasco, que persistiu. Aos 33, o retorno: Max sofreu pênalti. Na cobrança, Nilton bateu no meio e Giovanni defendeu. Mas no rebote, o próprio Nilton definiu. 2 a 1 para o Vasco da Gama.


Grêmio (15º) 2x0 (19º) Goiás: chega de crise! Renato Portaluppi vence a primeira e tira Grêmio da seca, que já durava nove jogos. Enquanto o Goiás, agora ocupa a vice-laterna...

O Grêmio dominou toda partida. Com Souza usando a faixa de capitão, o time foi aguerrido, encurralando os esmeraldinos, que nem contra-atacar conseguiam. Ambos os gols saíram de bola parada. Depois de muitas chances, Douglas cobrou falta no trave de Harlei, voltando para o meio da área. No meio do caminho tinha William Magrão, que bateu com força para abrir o placar, aos 33 minutos do primeiro tempo.

Aos 18 do segundo tempo, novamente em cobrança de falta, Douglas colocou a bola na cabeça de, novamente, William Magrão, volante gremista que, curiosamente, jogou com a camisa 9. Apesar da vantagem, o tricolor gaúcho continuou em cima dos goianos, até o fim da partida.


Vitória (14º) 4x2 (11º) Santos: novamente o Santos mostrou sua fragilidade defensiva. Com apenas Ganso em campo, equipe reforça que grande parte dos gols não levados se deve ao poderio ofensivo tido com Robinho, Neymar e Ganso.

Um primeiro tempo dominado pelo Vitória, onde sobrou para o Santos apenas o papel de vítima prestes a ser fuzilada. A equipe baiana, com muita velocidade, envolveu a equipe santista, único meia escalado por Dorival Jr. Logo aos 20 minutos, os rubro-negros abriram o placar com Henrique (revelação do São Paulo), após cruzamento de Elkeson. O segundo gol veio aos 25. Após dividida com o goleiro Felipe, Wallace ampliou. A equipe alvi-negra diminuiu aos 29, em raro momento de liberdade de Ganso. O meia dominou a bola e chutou de fora da área. Lee, goleiro do Vitória, rebateu e Marcel conferiu: 2 a 1. Dorival continuou buscando avançar, mas em um contra-ataque Henrique fez seu segundo, o terceiro dos baianos.

Na segunda etapa, Marquinhos e Madson entraram, dando mais mobilidade e criatividade ao meio-campo. O time melhorou muito e passou a controlar o jogo por algum momento. Aos 22 minutos, Zé Eduardo diminuiu. Mas aos 26, Edu Dracena colocou a mão na bola, dentro da área. Edu levou o segundo cartão amarelo e foi expulso. Na cobrança, Schwenck confirmou: 4 a 2 e vitória com gostinho de vingança para os baianos.



Próxima rodada (15ª) – 21 e 22 de agosto



Sábado: Goiás x Prudente / Ceará x Grêmio / Botafogo x Avaí


Domingo: Guarani x Palmeiras / Santos x Atlético/MG / Atlético/PR x Flamengo / Inter x Atlético/GO / Vasco x Fluminense / Corinthians x São Paulo / Cruzeiro x Vitória

Um comentário:

Igor sausmikat disse...

Parabéns aí pelo o blog e tal!gostei de ver tudinho!!!!
abraço
Igor
meu blog: http://igoresportes.blogspot.com/ e no twitter é @blogdoigor05